Ela sempre sentiu demais e esse foi seu maior dom e sua pior sentença.
Carregava o mundo no peito como quem tenta segurar água com as mãos:
tudo escorria, tudo doía, tudo transbordava.
Era intensa demais para caber nas próprias costelas.
Era forte demais para ser lida como fraca.
Era sensível demais para viver num mundo que não sabe escutar.
E, mesmo assim, ninguém percebia.
Entre crises silenciosas, noites barulhentas demais e dias pesados sem motivo, ela escrevia
não para desaparecer,
mas para lembrar que ainda existia.
Era dependente da música que a segurava, dos afetos que não vinham, dos abraços que nunca chegavam.
Queria ser amada do jeito certo, mas recebia sempre pela metade.
E, no fim, percebeu:
ela sempre foi a poeta tentando provar que também era poesia.
Mas agora... agora ela escreve para se tornar inteira.
Caro leitores, sejam bem-vindos ao meu diário,
essa é uma obra dedicada ao público jovem apaixonado, nela conterá poesias e poemas românticos.
Aqui é o lugar onde as palavras se tornam sentimentos e os sentimentos tem o poder de se tornarem palavras.
Neste diário, compartilho minha alma, minha essência, meu coração.
Nestas páginas, você encontrará pedaços de mim, de minha jornada, de minhas obsessões. E, por ventura, encontre também pedaços de si mesmo, de sua própria história.
Leia com o coração aberto e deixe-se levar pela emoção!