𝑸𝑼𝑨𝑵𝑫𝑶 𝑼𝑴 véu que se é arrancado de uma só vez ⎯ transforma a realidade de Eliza em um quase surrealismo, o que era vida se converte em sombra; o que era razão, em instinto selvagem. O fim do mundo surge não como uma tempestade que avisa com trovões e ventos, mas como uma névoa densa que se espalha silenciosamente, alterando a natureza das coisas e dos seres. Eliza presencia a dissolução da ordem: pessoas que conhecia, amava e respeitava se transformam em seres sem consciência, guiadas por uma fome insaciável que apaga qualquer vestígio da humanidade. O tempo, que antes fluía com a calma de um mar sereno, passa a correr com a violência de uma maré que arrasta tudo o que encontra pelo caminho. A humanidade é vista como desumana pelos hipócritas sobreviventes, e suas ações que causam terríveis consequências são cobertas com justificativas inválidas - válidas pelo apocalipse. Mas a grande questão é: a humanidade transformou-se em desumana ou a ausência de sanidade sempre esteve presente?
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