Lucas Lions e Hanarin Kageyama cresceram no mesmo espaço, sob o mesmo teto emocional, ligados não pelo sangue, mas por uma escolha feita muito antes que pudessem compreender o peso dela.
Criados como primos - por consideração, por proteção, por conveniência social - dividiram infância, adolescência e silêncios demais para que o sentimento que nasceu entre eles pudesse ser facilmente ignorado.
Lucas sempre soube.
Soube desde cedo que o que sentia por Hanarin não era apenas cuidado, nem hábito, nem o carinho automático de quem cresce junto. Era amor. Um amor quieto, contido, que ele escolheu esconder para não quebrar aquilo que os unia, para não ultrapassar uma linha que o mundo já havia traçado por eles.
Hanarin, por outro lado, nunca teve certeza.
Ela sente.
Mas não nomeia.
O que cresce dentro dela a assusta - não pela intensidade, mas pelo significado. Hanarin foi ensinada a enxergar Lucas como família, como algo seguro, inquebrável. Admitir que o sentimento ultrapassa esse limite significa enfrentar o medo de perder tudo: o vínculo, a estabilidade, a própria identidade.
Entre eles, existe uma intimidade construída em anos de convivência, olhares que dizem mais do que palavras, toques que duram um segundo a mais do que deveriam, silêncios carregados de tudo o que não foi dito.
Lucas guarda.
Hanarin nega.
E enquanto um ama em silêncio, o outro foge da própria verdade.
Esta é uma história sobre o amor que nasce onde não deveria, sobre o medo de desejar o que parece proibido, e sobre duas pessoas tentando entender se o que sentem é errado... ou apenas real demais para ser ignorado.
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