Dois orgulhosos e uma lágrima

Dois orgulhosos e uma lágrima

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WpMetadataNoticeLast published Thu, Apr 16, 2026
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Fiction
Romance
Esta história começa na França. Num tempo em que o orgulho era defesa e o silêncio parecia força. Anos depois, já em Moçambique, o caminho cruza com alguém que carrega o mesmo tipo de orgulho - e a mesma recusa em ceder às emoções. Dois orgulhosos. Um pacto não dito: não chorar. Entre países, memórias, mensagens e ausências, constrói-se uma ligação que não precisa de grandes gestos para existir. A lágrima nunca cai. Ela apenas permanece ali, suspensa, como tudo aquilo que sentimos e escolhemos não mostrar. Este projeto nasce de vivências reais e de palavras que tocaram mais fundo do que o esperado. Um agradecimento especial à @Marlyna1944, cuja sensibilidade, presença e contribuição foram essenciais para que esta história existisse. Sem ela, esta lágrima talvez nem tivesse nome.
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#140
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Em um mundo regido por sangue, poder e silêncio, Evangeline nunca teve escolhas. Criada para obedecer, protegida demais para entender o que existe além das paredes da mansão, ela cresce alheia à brutalidade do império criminoso ao qual pertence. Sua inocência não é fragilidade - é resultado de um controle absoluto, de uma vida moldada para que ela nunca questione, nunca deseje, nunca escape. Com 17 anos seu destino é selado: ela será esposa de Constantine I, o grande patriarca do império. O casamento não é amor, é aliança. Estratégia. Um contrato silencioso. Evangeline aceita sem compreender totalmente o que aquilo significa... até ser rejeitada. Constantine I recusa a união sem explicações, deixando-a marcada pela humilhação e pelo peso de ser considerada insuficiente. Para evitar rupturas entre famílias, uma nova decisão é tomada às pressas: o irmão de Constantine assumirá o compromisso. Um acordo frio, feito sem que Evangeline tenha voz. Ela passa a pertencer a outro nome, outro destino, outra prisão. No jantar de noivado, cercada por homens perigosos, olhares calculistas e conversas que escondem ameaças, ele a vê pela primeira vez. E se perde. Evangeline, com sua postura contida, seus olhos que não sabem mentir e sua pureza deslocada naquele ambiente cruel, se torna tudo aquilo que ele jamais deveria querer. Mas quer. Intensamente. Irremediavelmente. Enquanto ela permanece inconsciente do perigo que representa - tão inocente que não percebe a obsessão nascer - ele passa a desejá-la como se fosse a única coisa capaz de quebrar o vazio dentro dele. Em um universo onde sentimentos são fraquezas e mulheres são moedas de troca, esse desejo pode significar poder... ou ruína. Evangeline não sabe ainda, mas naquela noite seu destino muda. Não porque escolheu, mas porque alguém decidiu que ela seria dele.

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