Emma é uma sereia que, desde nova, aprendeu a caçar e destruir quem ousasse ameaçar sua espécie ou invadir seu lar: o mar.
Ser a presa nunca foi opção quando se tem o poder de um predador.
Mas sua curiosidade pelo mundo humano, suas emoções, estilos e forma de viver sempre foi sua fraqueza. Fugir à noite para fora do mar, ir a floresta e viver, apenas nas sombras da madrugada, entre os seres sem cauda já fazia parte de sua rotina noturna. Aproveitando também para descobrir sempre histórias locais, lendas e informções que pudessem ajudar suas irmãs do mar contra os homens.
E, acima de tudo, sempre em busca do paradeiro do famoso Sentinela das Trevas, um pirata cuja cabeça é desejada como um troféu tanto pelos homens quanto pelas sereias. Sua lenda trazendo pesos de roubo e morte a sangue-frio, crimes contra a coroa e uma identidade misteriosa. Não importa o lugar: sempre há uma história sobre ele seja onde for.
Em uma dessas noites, cantando em uma taverna, Emma deixa de lado, por um momento, seus planos de pesquisa ao notar uma morena silenciosa, grosseira e perigosamente bonita sentada sozinha no canto da taberna.
Sua curiosidade pelo mundo (e por essa mulher) cresce de forma inevitável.
Adotada por uma família que nunca lhe demonstrou amor ou carinho e carregando uma bagagem de amores não correspondidos, Cecília desistiu de acreditar que um dia encontraria o amor.
Com os problemas e rotinas da vida adulta, ela conseguiu ignorar essa parte por um bom tempo, até seus melhores amigos começarem a namorar e ela perceber que era a única que não dava certo com ninguém.
Depois de mais uma desilusão amorosa, Cecília decide que o amor não é prioridade e que vai focar sua atenção em outras coisas.
Isso até ela mudar de apartamento e acabar se tornando vizinha de Igor, o policial gato que parece até ter caído do céu.