As irmãs Black são o maior fenômeno musical da última década. Donas de letras afiadas, melodias hipnóticas e uma imagem cuidadosamente construída entre elegância e rebeldia, Pandora, Hydra, Beatrice e Maya transformaram a própria história em arte. Amadas, temidas e observadas, elas aprenderam cedo que fama é apenas outra forma de prisão.
Maya Black, a vocalista, é o rosto mais reconhecível da banda, e também a que mais odeia ser vista. Por trás dos holofotes e das entrevistas ensaiadas, ela carrega um cansaço silencioso, uma raiva contida de tudo que tenta moldá-la. Para o público, Maya é intensidade. Para si mesma, é apenas alguém tentando lembrar quem era antes dos palcos.
Alguns dias antes do Concerto de Natal do Beco Diagonal, o maior evento musical do ano, Maya foge. Ela abandona o camarim, a maquiagem, os figurinos encantados e a pressão sufocante, e acaba esbarrando em um garoto ruivo, coberto de graxa mágica, tentando consertar luzes que insistem em explodir em purpurina verde.
George Weasley não sabe quem ela é.
E, pela primeira vez em anos, isso é tudo o que Maya precisa.
Entre provocações, risadas inesperadas e uma conversa que não exige máscaras, nasce uma conexão improvável. George a acha sarcástica demais. Maya o acha irresponsável demais. Ambos estão certos, e perigosamente intrigados.
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