Kairós do grego antigo significa: o instante exato em que tudo se alinha.
O acerto fugaz entre o tempo e o espaço. Não é apenas tempo, é revelação. O ponto delicado em que o que foi, o que é e o que sempre foi destinado a ser se encontram.
Há coisas que a gente não escolhe esquecer. Elas apenas adormecem em algum canto, esperando o dia certo para acordar. Porque nem tudo acontece quando queremos - algumas histórias têm hora, data, som e lugar marcados, mesmo que a gente passe anos fingindo não acreditar nisso.
E se o amor da sua vida não fosse algo novo, mas algo antigo demais para ter sido perdido?
E se ele nunca tivesse ido embora de verdade, apenas caminhado por outros caminhos enquanto o tempo fazia o que sabe fazer melhor: confundir.
Foi assim com Emma.
O Kairós dela surgiu num momento banal - uma confraternização do trabalho do marido. Um riso qualquer, conversas dispersas... até que o ar mudou. Alguém passou usando um perfume esquecido pelo mundo, mas nunca por ela.
E tudo aquilo que estava quieto voltou a pulsar.
Emma tinha 25 anos, uma vida estável, um casamento bonito. Ainda assim, algo dentro dela sussurrou - não como um grito, mas como uma certeza triste: algumas histórias não acabam, apenas esperam.
E se a vida, nesse instante raro, estivesse dizendo que o tempo finalmente se abriu? Que o amor verdadeiro não erra o caminho - apenas chega quando já não há mais como ignorá-lo?
Porque o Kairós não pede permissão. Ele acontece.
E depois dele, nada permanece exatamente como antes.
- Essa história não é minha!!!! Só reescrevi por causa de um apego e um afeto por essa fic delas, e infelizmente ela não está mais publicada aqui.
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