Sabe quando tem coisa demais na cabeça e você precisa se livrar disso de algum jeito?
Foi assim que Alice nasceu.
Alice não se parece comigo, mas tem muito de mim, assim como cada um dos personagens. Eles surgem aos poucos sendo o que eu gostaria de ser, o que eu acho que sou e até o que acredito que as pessoas que amo enxergam em mim. Tudo isso dentro de um contexto de referências que têm sido meu refúgio nos últimos anos: arte e música, em especial, a sul-coreana ( inspirada, sim, em um certo cantor e compositor que admiro muito) e, regado a um bairrismo soteropolitano que é intrínseco a tudo que faço.
Como essa mistura pode dar certo? Essa é a mágica da minha cabeça: juntar aleatoriedades e construir coisas. Então usei esse "dom" para criar um romance improvável e interessante sobre as formas de amor que permeiam a nossa vida.
Esta história é um romance, sim, mas ancorado por sentimentos mais amplos, como amizade e fraternidade. Alice tem sua vida acinzentada preenchida de cores à medida que se permite viver o incomum. Cética, pragmática e sem muita paciência para contornos românticos complexos, ela vai redesenhar os clichês e viver um grande amor de um jeito real e possível.
Aqui, ninguém salva ninguém; estão todos lutando, cada um a seu modo, para enfrentar o dia. Aliás, talvez um certo tio seja o único salvador dessa jornada. Mas, para saber porquê, você vai precisar ler.
Então, se você gosta de personagens femininas que fogem aos padrões, mas ainda assim gosta de suspirar as vezes, te convido a compartilhar comigo este relacionamento simples, sem grandes tragédias e renúncias, mas paradoxalmente intenso. Porque, para mim (e para Alice), a vida já é complicada demais e os clichês, na maioria das vezes, são um desserviço.
Seja bem-vindo(a) ao Jarro da Lua.
No mundo sombrio da Camorra, lealdade é tudo e a traição pode ser fatal. Ela é a esposa de Alessio, o implacável consigliere. Para Alessio, ela nunca foi mais do que um símbolo de status, uma mulher destinada a lhe dar herdeiros e satisfazer seus desejos.
Mas Valentina é muito mais do que isso. Sob a aparência de esposa submissa, existe uma mulher sufocada por um casamento frio e vazio, lutando para manter sua essência em um mundo que a quer em silêncio.
Então ele aparece - o enigmático chefe da máfia, um homem cuja presença impõe medo e respeito. Ele enxerga além da fachada fria que ela construiu, percebendo a solidão oculta em seu olhar distante. Mesmo sabendo que ela é esposa de seu conselheiro, ele atravessa uma linha perigosa: confessa um desejo proibido por ela.
Agora, dividida entre o perigo de um casamento sem amor e a atração irresistível por um homem que jamais deveria desejar, ela precisa caminhar por uma estrada repleta de riscos, onde um único passo em falso pode custar sua liberdade, seu coração... e até sua vida.