Aos 17 anos, ela aprende da pior forma que pessoas também podem ser negociadas. Ansiosa, sufocada pelos próprios pensamentos, com sentimentos que nunca aprendeu a nomear, ela sobrevive no automático. Falar sobre o que sente? Impossível. Demonstrar fraqueza? Perigoso demais. Ele é o dono do morro. Frio, calculista, respeitado e temido. Carrega cicatrizes que ninguém vê, insônia constante, uma necessidade obsessiva de controle e um passado que o ensinou a nunca depender de ninguém. Ele não levanta a voz - não precisa. O silêncio dele já é ameaça suficiente. Ela é ansiedade em forma de gente. Ele é controle em forma de homem. Dois extremos presos pelo mesmo destino.
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