Em Iraçóis, uma cidade onde tudo parece funcionar em perfeita ordem, o desaparecimento de um jovem rompe um silêncio antigo demais para ser inocente. Anos depois, Andressa tenta sobreviver à perda do filho e às lacunas da própria memória, sem saber que o esquecimento pode ser tão calculado quanto a violência.
À medida que fragmentos do passado retornam, Andressa percebe que a cidade não esconde seus segredos - apenas os distribui entre aqueles dispostos a manter a continuidade. Há tradições que não se questionam, caminhos que não se permitem percorrer e corpos que se tornam aviso.
Entre luto, lembrança e pertencimento, Os Que Não Devem Caminhar revela como o horror pode se disfarçar de normalidade e como, às vezes, a escolha mais cruel é também a mais segura.
Nem todos foram feitos para ir embora.
Alguns existem apenas para não caminhar.
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