Na escola, ninguém parece perceber quando a linha entre brincadeira e crueldade já foi ultrapassada há muito tempo. Para Lia, cada dia se torna um pouco mais pesado. Sussurros nos corredores, risadas abafadas, olhares que dizem mais do que palavras. Aos poucos, o mundo ao redor dela começa a se fechar. Preocupados com as mudanças silenciosas da filha, seus pais decidem levá-la para terapia. É ali que Lia conhece Anne, uma treinante de psicologia que acompanha algumas sessões como parte de sua formação. Anne não é a terapeuta responsável, mas algo na forma como Lia observa o ambiente - como se estivesse sempre esperando que algo ruim aconteça - chama sua atenção. No início, Lia quase não fala. As respostas são curtas, os silêncios longos demais. Mas, conforme as sessões avançam, Anne começa a perceber pequenos sinais de que o sofrimento de Lia é muito mais profundo do que parecia. Há histórias que Lia evita contar. Há marcas que ninguém explica. Enquanto o bullying na escola continua a se intensificar, o comportamento de Lia se torna cada vez mais inquietante. Seus pais acreditam que a terapia está ajudando, mas Anne começa a temer que estejam vendo apenas a superfície. Quando um episódio alarmante sugere que Lia pode estar tentando machucar a si mesma, o tempo parece começar a correr contra todos. Entre silêncios, segredos e limites profissionais que não podem ser ultrapassados, Anne se vê diante de uma pergunta perturbadora: até onde é possível ajudar alguém que já começou a desaparecer dentro da própria dor? - capa feita por mim. - recomendada para maiores de 16 anos. Contém: violência, drogas lícitas, abuso psicológico, abuso e assédio, linguagem imprópria e conteúdo adulto.
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