No calor abafado do Rio de Janeiro, sete amigos inseparáveis dividiam uma grande casa em um condomínio tranquilo no Joá, com vista para o mar. Jeon Jungkook, Taehyung, Hoseok, Yoongi, Namjoon, Jin e Jay - o irmão mais velho de Jimin - formavam um grupo que parecia indestrutível. Até que, há três anos, tudo mudou.
Park Jimin tinha apenas 17 anos quando terminou com Jungkook de forma dolorosa. Magro, cabelos loiros tingidos pela primeira vez, o olhar já carregado de uma melancolia que ninguém entendia direito, ele disse que ia embora pra Alemanha estudar dança contemporânea. Sem despedidas longas, sem explicações convincentes. No dia seguinte, ele já estava no aeroporto. Cortou contato com todos. Sumiu.
Três anos se passaram. A vida seguiu, mais ou menos. Jungkook agora tem 23 anos, os outros também. A casa continua cheia de risadas, churrascos na laje, partidas de futebol na praia e noitinhos de cerveja vendo o pôr do sol.
Até que, numa manhã de verão carioca, Yoongi está na varanda fumando quando vê um carro preto parar na mansão vizinha - aquela que estava fechada a anos. Uma figura desce: cabelos loiros quase brancos, óculos escuros cobrindo metade do rosto. É Jimin. Agora com 20 anos. Mais seco, mais fechado, mais distante do menino sensível que partiu aos 17.
Jimin responde com frieza. Monossílabos. Olhares desviados. Portas trancadas. Mas a proximidade é inevitável: o som do funk vindo da casa ao lado, as conversas altas na piscina, os encontros "acidentais" na padaria da esquina, os olhares trocados na praia do Pepê.
O que fez um garoto de 17 anos abandonar tudo e todos? O que aconteceu na Alemanha que o transformou nesse jovem tão fechado e inacessível? E, acima de tudo: será que o amor que Jimin e Jungkook enterraram aos prantos ainda pulsa em algum lugar entre as duas casas separadas por um muro baixo - e três anos de silêncio?.
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