O silêncio entre nós

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    Capítulos 26
WpMetadataReadMaduroConcluída sáb, jan 17, 2026
Alan só queria um começo tranquilo na faculdade de fotografia com seus amigos que conhecia a anos e novos desafios. O que ele não esperava era dividir o quarto com Joshua LeBlanc, um rapaz reservado, sarcástico, lutador de muay thai e... mudo. Conhecido pelos boatos que o cercam, Joshua é temido, evitado e julgado por quase todos no campus. Mas Alan nunca foi de acreditar em rumores. Contra todos os conselhos, ele decide se aproximar daquele colega de quarto e tirar suas próprias conclusões. E, quanto mais se aproxima, mais percebe que Joshua não é nada do que dizem e estava louco para descobrir toda a verdade por trás daqueles olhos que tira sua sanidade.
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Yuri A vida nunca foi gentil comigo. Fui abandonado ainda bebê na porta do Orfanato da Luz, onde cresci entre silêncios, orações e a frieza das paredes cinzentas. Lá dentro, aprendi que ninguém te ama de graça, que o afeto vem com preço - e nem sempre é justo. Tive que me proteger, aprender a sorrir mesmo quando tudo doía. Aos 18, o abrigo não era mais lar. Era um passado que me chutava para fora sem um centavo no bolso, sem direção e sem ninguém esperando por mim do lado de fora. Foi numa dessas noites frias, com o estômago roncando mais alto que os carros na avenida, que o destino resolveu brincar comigo. Ou me salvar. Ou me destruir de vez. Ele apareceu. Um homem parado ao lado de um carro importado, o olhar perdido na cidade que dormia. Tinha algo quebrado no fundo dos olhos, como se ele também estivesse tentando encontrar um motivo para continuar. Ícaro. A morte não avisa. Ela chega com o barulho de pneus cantando no asfalto, com o cheiro de gasolina no ar e o som do seu próprio grito ecoando no vazio. Seis anos se passaram desde aquele acidente. Seis anos desde que Rafael morreu em meus braços, no dia em que devíamos dizer "sim" diante do altar. E desde então, nada mais teve cor. Virei um fantasma, preso entre o passado e as memórias. Trabalho, lucro, contratos. A rotina é o único remédio que funciona - por algumas horas. Até que, naquela noite, eu vi um garoto sentado na calçada. Olhos de tempestade. Magro, arisco, como se o mundo já tivesse machucado demais para confiar em alguém. E por algum motivo que nem eu mesmo entendo... parei. Ele parecia um anjo perdido. Ou um demônio disfarçado. Mas alguma coisa nele me puxou como um ímã. Talvez o destino tenha resolvido que era hora de jogar seus dados outra vez.

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