Após a recuperação de Cybertron de mais um mandato turbulento, o planeta enfim respirava paz. As cicatrizes da guerra entre Autobots e Decepticons ainda marcavam o solo metálico, mas o silêncio já não era o de medo — era o de reconstrução. Nesse novo tempo, Optimus Prime sentiu um vazio que nem a vitória conseguira preencher.
No coração do planeta, ele desceu até o centro de Primus.
— Primus, criador de todos nós — disse Optimus, ajoelhando-se diante da energia pulsante —, Cybertron está em paz… mas eu não estarei aqui para sempre. Peço-te algo que nunca pedi antes.
A luz ao redor intensificou-se, como se o próprio planeta respirasse.
— Fale, Optimus Prime, ecoou a voz ancestral, profunda como o núcleo estelar.
— Concede-me um sucessor. Não apenas um líder… mas um filho. Alguém a quem eu possa guiar, proteger e ensinar, para que nunca mais repitamos os erros do passado.
Houve um instante de absoluto silêncio. Então, a energia de Primus explodiu em formas e símbolos antigos, moldando um novo ser diante de Optimus.
— Assim será, respondeu Primus. Ele carregará a chama da curiosidade e a velocidade do futuro. Seu nome será Dranty Pax.
Dranty Pax cresceu sob os olhos atentos de Optimus Prime. Jovem, veloz e inquieto, ele se destacava entre os Autobots pelo amor às corridas — atravessava os anéis de energia de Iacon como se estivesse em um circuito de Need for Speed — e pela fascinação quase obsessiva pela Terra.
— Você fala desse planeta como se fosse um mito — comentou Bumblebee certa vez.
— E talvez seja — respondeu Dranty, sorrindo. — Um mundo frágil, cheio de histórias. Humanos sem armaduras, sem escudos… e ainda assim sobrevivem. É quase como aqueles filmes antigos… Star Wars, Velozes e Furiosos… coragem pura.
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