Morreram em um mundo de ferro, vidro e luzes artificiais - vítimas de um destino súbito, cruel e jamais explicado. Em vida, eram leitores de histórias alheias, devotos de narrativas que jamais imaginaram habitar.
Ao despertarem novamente, encontram-se sob os céus antigos do Império Sater, renascidos como herdeiros da venerável e maldita Casa Satiras, a linhagem que sustenta o trono governado pelas temidas Cinco Coroas - cinco soberanos unidos não por aliança, mas por uma única e fragmentada alma.
Carregando intactas as memórias de suas vidas passadas, os herdeiros logo compreendem a verdade que ecoa pelos corredores de mármore e veludo: o império ergue-se sobre um pacto profano, mantido pela colheita deliberada de almas roubadas de outro tempo. Suas mortes nunca foram obra do acaso, mas atos de uma vontade antiga que se recusa a perecer.
Como peças de um jogo silencioso, são enviados a terras distantes, regiões onde inúmeras histórias coexistem, sobrepondo-se como páginas reescritas - mundos de manhwas onde o destino é tratado como lei e o amor, como inevitabilidade.
Ali, ao interferirem em roteiros que não lhes pertencem, os herdeiros quebram promessas que nunca fizeram, salvam aqueles fadados à ruína e entregam seus corações a amores que jamais deveriam florescer. Contudo, cada desvio do curso natural das histórias fortalece o trono que os aprisiona.
Pois as Cinco Coroas não governam apenas com poder -
governam com sentimento roubado.
E enquanto o amor nasce entre aqueles destinados a servir, a lenda se cumpre:
Neste mundo antigo, amar não é um ato de redenção,
mas a mais refinada forma de sacrifício.
Entre o papel de leitores e o peso de se tornarem personagens, resta aos herdeiros Satiras uma única escolha:
submeter-se ao destino escrito por mãos alheias
ou ousar reescrever a história, mesmo que o preço seja a queda de um império inteiro.
Atenciosamente,
Autora.
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