Blood  Until Dawn

Blood Until Dawn

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WpMetadataNoticeLast published Thu, Feb 19, 2026
Ela: Ele era o caos disfarçado de salvação. Os olhos dele ardiam como fogo preso em um corpo que nunca aprendeu a amar. Eu sabia que devia correr... mas o medo nunca me impediu de querer sentir. Ele me olhava como quem implora para ser perdoado - e, ao mesmo tempo, como quem quer destruir tudo o que toca. Inclusive eu. Ele: Ela era tudo o que o meu inferno não podia ter. E, mesmo assim, eu toquei. Vi o medo nos olhos dela... e juro, foi a coisa mais linda que já vi. Porque ali eu soube: eu podia quebrar o mundo, e ela ainda ficaria. Era minha redenção. E minha maldição. Meu vício. E meu maior pecado. Por querer e sujar um anjo. Ela: Ele disse que me amava. Mas amor não deixa marcas que ardem. Não sussurra promessas enquanto te empurra pro abismo. Ele: Se amar é destruir, então eu nasci pra isso. Porque por ela - eu destruiria tudo. Até o amanhecer. E depois dele. O amor dela me matou... e eu agradeci sorrindo. Ela foi feita pra ser minha... mesmo que o mundo precise arder por isso. - Hinata, esse olhar de medo só me faz te querer mais. Você está me matando e me deixando mais doente a cada minuto... fique comigo por vontade própria. Não quero chegar ao ponto de obrigá-la ou forçá-la...
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Em um mundo regido por sangue, poder e silêncio, Evangeline nunca teve escolhas. Criada para obedecer, protegida demais para entender o que existe além das paredes da mansão, ela cresce alheia à brutalidade do império criminoso ao qual pertence. Sua inocência não é fragilidade - é resultado de um controle absoluto, de uma vida moldada para que ela nunca questione, nunca deseje, nunca escape. Com 17 anos seu destino é selado: ela será esposa de Constantine I, o grande patriarca do império. O casamento não é amor, é aliança. Estratégia. Um contrato silencioso. Evangeline aceita sem compreender totalmente o que aquilo significa... até ser rejeitada. Constantine I recusa a união sem explicações, deixando-a marcada pela humilhação e pelo peso de ser considerada insuficiente. Para evitar rupturas entre famílias, uma nova decisão é tomada às pressas: o irmão de Constantine assumirá o compromisso. Um acordo frio, feito sem que Evangeline tenha voz. Ela passa a pertencer a outro nome, outro destino, outra prisão. No jantar de noivado, cercada por homens perigosos, olhares calculistas e conversas que escondem ameaças, ele a vê pela primeira vez. E se perde. Evangeline, com sua postura contida, seus olhos que não sabem mentir e sua pureza deslocada naquele ambiente cruel, se torna tudo aquilo que ele jamais deveria querer. Mas quer. Intensamente. Irremediavelmente. Enquanto ela permanece inconsciente do perigo que representa - tão inocente que não percebe a obsessão nascer - ele passa a desejá-la como se fosse a única coisa capaz de quebrar o vazio dentro dele. Em um universo onde sentimentos são fraquezas e mulheres são moedas de troca, esse desejo pode significar poder... ou ruína. Evangeline não sabe ainda, mas naquela noite seu destino muda. Não porque escolheu, mas porque alguém decidiu que ela seria dele.

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