Quando os Sully chegaram ao recife dos Metkayina, Ao'nung jamais imaginou que entre eles estaria aquele que marcaria seu espírito para sempre. Neteyam, o primogênito, carregava a nobreza de quem nasceu para proteger - e aos poucos, sem que percebesse, Ao'nung se viu atraído por sua presença calma, sua força silenciosa, seu olhar cheio de estrelas. O que nasceu em silêncio também morreu em silêncio. A guerra levou Neteyam antes que Ao'nung pudesse dizer o que sentia. E o mar, que outrora era abrigo, tornou-se testemunha de sua dor. Mas Eywá ouve. Eywá guarda. E mesmo quando um coração para de bater, suas canções permanecem - suaves como as sementes da árvore da alma, eternas como as águas profundas. Em meio ao luto e às memórias, Ao'nung começa a ouvir a melodia que ficou. A canção que Eywá guardou.
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