Através do Tempo
Ela ensinava sobre as grandes tragédias do passado. Ele passou os últimos cento e cinquenta anos sobrevivendo a todas elas - apenas esperando por ela.
Vitória, uma mulher de curvas imponentes e mente afiada, deixou a Bahia rumo às ladeiras frias de Ouro Preto com um plano simples: trabalhar no Instituto Federal, focar no mestrado em História e não se meter em confusão.
Mas a pensão colonial onde ela alugou um quarto parece regida por leis próprias.
O dono do casarão é Vicente. Pálido, aristocrático de ombros largos e fortes e dono de olhos gélidos que passam o tempo todo cravados nela com uma adoração quase dolorosa. Ele divide o espaço com uma família excêntrica e letal, incluindo os adolescentes Theo e Bianca, que desenvolvem um apego inexplicável, invasivo e feroz pela nova hóspede.
A tensão magnética entre Vitória e Vicente domina as madrugadas, mas o flerte sombrio é interrompido quando o mundo entra em colapso. O vírus que toma as ruas não é uma gripe: é uma sentença global.
Encurralada em uma cidade banhada de sangue, Vitória descobre a verdade macabra: seus vizinhos são predadores imortais. E eles estão ali porque ela era a reencarnação da Abi, a matriarca daquele clã e o único amor de Vicente que foi morta no século 18.
Agora, com o Brasil transformado em um matadouro, a professora precisará usar a sua mente tática para guiar um comboio rumo à Bahia e resgatar a sua família humana. Entre adolescentes de cento e cinquenta anos trazendo cabeças de zumbis como presente e um návio virando palco de uma paixão há muito reprimida, Vitória precisará abraçar a escuridão.
O apocalipse começou. Mas, para Vicente, o fim do mundo humano é apenas o pretexto perfeito para reivindicar a sua Rainha.