Travessia para a Felicidade

Travessia para a Felicidade

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WpMetadataNoticeLast published Sat, Jul 11, 2026
Meu nome é Maria Fernanda Fontes Jeong ou Jeong Mari como preferir me chamar. Tenho 30 anos, sou psiquiatra, coreano-brasileira, cadeirante - e carrego cicatrizes que ninguém vê. Moro em Dourados, no Mato Grosso do Sul, com meus pais e minha irmã mais nova, tentando equilibrar uma rotina aparentemente estável com um passado que insiste em não me deixar esquecer quem eu precisei me tornar para sobreviver. Desde cedo, aprendi a lidar com o preconceito e com a dor de ser vista antes pela cadeira de rodas do que por quem eu realmente sou. Tudo se tornou ainda mais difícil quando meu pai sofreu um acidente grave e entrou em coma, mudando para sempre a dinâmica da minha família - e a minha forma de enxergar o mundo. Mesmo assim, continuei. Não sem marcas. Acreditei que merecia ser feliz e permiti que o amor entrasse na minha vida na forma de Ravi Monteiro, o astro sertanejo do momento. A desilusão que veio depois não apenas partiu meu coração, mas abriu feridas que eu jurava estarem cicatrizadas. Do outro lado do mundo, em Seul, existe um homem que eu ainda não conheço, mas que carrega dores semelhantes às minhas. Park Jin Ho foi um ator promissor até confiar na pessoa errada e perder tudo: a carreira, a reputação e a mulher que amava. Assim como eu, ele aprendeu a sobreviver desconfiando de tudo - inclusive de si mesmo. Seguimos vivendo como podemos, fingindo que os traumas não nos moldaram, até que o destino decide nos colocar frente a frente. Quando nossos caminhos se cruzam, percebo que ele é o espelho que reflete tudo o que levei uma vida inteira tentando esconder. Talvez algumas pessoas entrem na nossa história não para nos salvar, mas para nos lembrar de que ainda somos capazes de sentir. E, quem sabe, de amar novamente. ✨ Porque às vezes a cura começa quando alguém enxerga a nossa dor - e escolhe ficar.
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Parte 1 de uma série de histórias Sete anos atrás, ela trouxe um filho ao mundo. E o pai da criança não fazia ideia. Todo dia, às nove em ponto, ela entrava naquele escritório. Mantinha o sorriso impecável e o coração batendo dentro do normal. Ela só precisava fazer isso: não deixar transparecer. Ana Clara Ferraz, 25 anos, secretária executiva da MBS, mãe solteira. O filho dela se chama Nino. Sete anos, língua afiada, e com um par de olhos que entregariam tudo. Aqueles olhos eram idênticos aos do chefe dela, Henrique. Henrique não se lembrava dela. Daquela noite de sete anos atrás, da garota que sumiu sem dizer nada, ele já tinha esquecido. O que ele lembrava era de outra coisa. Os Azevedo deviam a ele, e ele ia cobrar isso pelo resto da vida. Ninguém sabia de onde vinha esse ódio, por que uma briga de duas gerações tinha caído nas costas dele. Mas ele sabia do que precisava. A peça. O rosto certo. O jogo que ele mesmo armou. Ana não sabia que, desde o primeiro dia em que entrou no prédio da MBS, ele já tinha decidido como ia usá-la. Henrique começou a encarar o rosto dela. - Você se parece muito com alguém. Ana achou que sabia de quem ele estava falando. Ela só não tinha certeza do quanto ele já tinha lembrado. Peças nunca são leves. E o prazo de validade de um segredo nunca é pra sempre. Este é um romance proibido de CEO e mãe solteira: um erro de uma noite virou um segredo de sete anos, e cada aproximação parece acender uma bomba-relógio.

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