--- O som dos aplausos ainda ecoava nos corredores. O palco vazio agora tinha silêncio - mas o coração dos dois? Lotado. Daniel entrou no camarim primeiro, ainda com a guitarra nas costas. Tirou o microfone do bolso e largou num canto qualquer. Se jogou no sofá, o peito subindo e descendo com força. Silvânia veio logo depois, correndo. E pulou no colo dele. Eles riram. Riram como quem não acreditava no que tinham acabado de fazer. O beijo veio leve, gostoso, com gosto de alívio. Ela encostou a testa na dele. ** A equipe entrou, um a um, batendo palmas, gritando, chorando. Silvânia abraçou todos, um por um. Daniel foi mais tímido, mas ria como uma criança. Daniel a envolveu por trás, encostando o queixo no ombro dela. Eles não precisavam mais provar nada. Nem pra internet, nem pra banda, nem pro mundo. A guerra acabou. E eles venceram de mãos dadas. ---
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