PROPHECY OF THE WHITEFLAME, VALARR TARGARYEN.
Por séculos, acreditaram que a salvação viria na forma de um homem.
As profecias foram escritas por reis, repetidas por sacerdotes e preservadas por aqueles que julgavam conhecer a vontade dos deuses. O escolhido seria forte. Um guerreiro. Um conquistador. Um rei.
Mas os deuses nunca prometeram obedecer às expectativas dos homens.
Seraena Targaryen passou a vida tentando fugir do destino que lhe entregaram ao nascer. Nunca desejou ser uma princesa, nunca desejou viver cercada por alianças, cerimônias e olhares esperando que ela se tornasse aquilo que esperavam de uma mulher de sua posição.
Enquanto todos sonhavam com coroas, Seraena sonhava com estradas.
Queria atravessar mares, conhecer terras distantes, tocar músicas que ainda não existiam e escrever histórias que pertencessem apenas a ela.
Mas algumas coisas não permitem fuga.
Começou com os sonhos.
Depois vieram as cinzas que surgiam onde não deveriam existir, as canções esquecidas que pareciam conhecê-la antes mesmo que ela as escutasse e, por fim, aquela sensação silenciosa e aterradora de que havia algo esperando por ela havia muito tempo.
Tempo demais.
Porque entre fogo e sangue, os deuses não escolheram um rei.
Escolheram uma mulher, não uma guerreira.
Não alguém que desejasse glória.
Mas uma princesa que passou a vida tentando escapar do próprio nome, alguém que nunca quis carregar coroas, profecias ou o peso de salvar ninguém.
Seraena Targaryen era a princesa do povo, foi escolhida para se tornar a luz branca em meio às chamas vermelhas.
Mas como salvar um mundo que espera que você seja um símbolo, quando tudo o que se desejou, a vida inteira, foi ser livre?