O caminho do amor próprio.

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WpMetadataNoticeLast published Wed, Aug 26, 2015
É óbvio que existe uma explicação para tudo, as vezes elas estão estampadas em nossas caras e não enxergamos. Por capricho? Não, pelo contrário, pra amenizar. Porque a verdade dói, mas vale dizer que ela também liberta. Não estou aqui pra dar lição de moral, mas pra fazer você enxerga que se não é pra ser, não é, não adianta da murro em ponta de faca, remar contra maré. Achar perfeições onde só há defeitos. Não há como justificar um erro em cima de "É porque ele não está preparado", "Porque ele ainda é imaturo", chega de desculpinhas bestas, de acreditar nessas ladainhas. De pensar que você merece menos que ele, que não encontrará a pessoa certa porque de certa forma você acha que é a errada. Chega de se envolver em casinhos mais ou menos. Aprenda a se amar absurdamente, assim ninguém terá a audácia de te amar menos que isso. Aprendo a se amar, o verdadeiro amor é aquele chamado "amor próprio." Tão recíproco quanto amor de mãe.
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Existem alturas na vida em que a coisa fica feia. Descobres que aquele que achavas ser o fundo do poço, afinal não é, porque a porra do fundo do poço fica sempre um bocadinho mais abaixo. Mas sabes que mais? Também tu tens mais força do que aquela que achavas que tinhas. Tens mesmo. Por isso se diz que o frio é sempre do tamanho do cobertor. Aquilo que eu descobri com a viagem interior que comecei (e continuo) é que podemos (e devemos) aproveitar os "fundos do poço da vida" para nos impulsionarmos de volta à superfície. Descobri que somos sempre mais capazes do que o que julgamos ser e que as certezas que (achamos que) temos não têm nada de certo e é precisamente aí, nessa capacidade de procurar mais perguntas do que respostas, que a vida se faz. Descobri que quem não tem pé não pode dar coice, como diz a minha mãe. Isto trocado por miúdos, quer dizer que cada um de nós só dá de si aquilo que tem lá dentro. Dar mais ou menos depende de cada um, não de nós, por mais que gostássemos de poder mudar isso. Aprendi a aceitar que não é possível (além de ser absolutamente desnecessário e uma tremenda canseira) agradar a toda a gente e que aquilo que acham que sabem sobre ti não é problema teu. Quando a vida pega em ti e te deita ao tapete uma e outra vez, tens que lhe mostrar a tua veia de "sempre em pé". Vais cair, sim senhora, esfolar mãos e joelhos mais vezes do que gostarias, mas começas a levar cada vez menos tempo a levantar-te. Vais saber escolher melhor os combates que valem a tua energia. Chama-se resiliência e é a chave para uma existência feliz.

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