Sombras em Mi Bemol
Em Alfea, onde a magia pulsa como um coração acelerado, Musa carrega o silêncio da mãe que se foi cedo demais - e a música que nunca cala a dor dentro dela. Riven é o especialista quebrado que transforma raiva em lâminas, um garoto que aprendeu cedo que confiar é sinônimo de fraqueza e que o amor sempre vem com dentes afiados.
Eles se chocam como acorde dissonante: ela quer sentir tudo, ele quer sentir nada. Ele a machuca com ciúmes que queimam como ácido, ela o prende com silêncios que cortam mais fundo que qualquer espada. Brigas que terminam em beijos violentos contra paredes frias, promessas quebradas sussurradas entre lençóis manchados de lágrimas e suor, noites em que um tenta fugir e o outro arrasta de volta pelo pulso.
Riven desaparece por dias, volta cheirando a perigo e a outras bocas, mas seus olhos sempre procuram Musa primeiro - como se ela fosse a única coisa que o impede de se afogar de vez na própria escuridão. Musa escreve canções sobre ele que nunca vai cantar em público, letras cheias de "eu te odeio" que na verdade significam "não me deixe".
Quando uma ameaça antiga desperta nas sombras de Magix - algo que devora emoções e transforma amor em veneno -, os dois são forçados a ficar lado a lado. Mas o verdadeiro monstro não está lá fora. Está entre eles: a obsessão que os consome, o vício de se destruirem e se reconstruírem nas ruínas um do outro.
Eles podem salvar o mundo juntos... ou se arrastar mutuamente para um abismo onde não existe mais redenção, só posse, dor e um amor tão tóxico que brilha no escuro.
Porque às vezes o pior inferno não é perder a pessoa que você ama.
É descobrir que você nunca vai conseguir deixá-la ir - mesmo sabendo que ela vai te queimar viva.
Eles não são um conto de fadas.
São uma tragédia que se recusa a acabar.
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