Vitória Barbosa tem 21 anos, uma chuteira que decide final e o Maracanã inteiro gritando o nome dela. Intersexo, artilheira do Flamengo, mulher que não perde. Nem jogo, nem aposta, nem mulher. Ana Júlia Garcia desfila pra Prada, odeia barulho e tem pavor de manchete. Pra ela, Vitória é só mais uma jogadora tatuada achando que o mundo é um vestiário. Elas se esbarram em 2019, na festa de lançamento da Boca Rosa. Vitória olha pra modelo de coque alto, boca fechada, e decide: "Ela vai ser minha." Ana olha pra camisa 9 com cara de deboche e decide: "Nem morta." O problema é que Vitória Barbosa não aceita não. E Ana Júlia Garcia não sabe lidar com alguém que não tem medo de querer. Entre provocação, obsessão e um Rio de Janeiro que não dorme, elas entram no jogo mais perigoso das duas: Aquele onde o coração joga sem regra, sem juiz e sem VAR. Porque tem gol que não é feito com a bola. É feito com a boca. ❤️🔥 Flamengo. Paris. Obsessão.
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