Wicked Divinity

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WpMetadataNoticeLast published Wed, Feb 25, 2026
O que existe entre eles é uma afronta a tudo o que é considerado puro. Ela é apenas humana. Uma existência feita de fragilidade, ceticismo e a rotina comum de quem acredita que o mundo se resume ao que os olhos podem ver. Ela caminha entre a multidão tentando ignorar a sensação de que está sendo observada, sem saber que já foi marcada por algo que não pertence a este plano. Ele é o profano. Um demônio que se move como uma sombra entre os vivos, carregando uma natureza implacável e uma fome que a eternidade nunca conseguiu saciar. Ele não pede permissão; ele apenas toma. Para ele, ela não é uma pessoa a ser conquistada, mas um território a ser invadido e possuído. O relacionamento deles é uma colisão violenta. É o encontro do abismo com a pele, da escuridão absoluta com a vulnerabilidade mortal. Não há gentileza, apenas uma obsessão sombria que transforma o medo em um desejo perigoso e viciante. Cada encontro é uma heresia, um jogo onde as regras da moralidade são esmagadas pela vontade dele. Ele a persegue como um predador que não aceita nada menos que a rendição total. Ela luta para manter sua sanidade enquanto é atraída para um vácuo onde as leis do mundo não existem. É uma união escrita no escuro, onde o destino dela é ser o altar de uma criatura que não conhece a misericórdia, apenas a posse. Isso não é um romance. É uma sentença de perdição.
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Em um mundo regido por sangue, poder e silêncio, Evangeline nunca teve escolhas. Criada para obedecer, protegida demais para entender o que existe além das paredes da mansão, ela cresce alheia à brutalidade do império criminoso ao qual pertence. Sua inocência não é fragilidade - é resultado de um controle absoluto, de uma vida moldada para que ela nunca questione, nunca deseje, nunca escape. Com 17 anos seu destino é selado: ela será esposa de Constantine I, o grande patriarca do império. O casamento não é amor, é aliança. Estratégia. Um contrato silencioso. Evangeline aceita sem compreender totalmente o que aquilo significa... até ser rejeitada. Constantine I recusa a união sem explicações, deixando-a marcada pela humilhação e pelo peso de ser considerada insuficiente. Para evitar rupturas entre famílias, uma nova decisão é tomada às pressas: o irmão de Constantine assumirá o compromisso. Um acordo frio, feito sem que Evangeline tenha voz. Ela passa a pertencer a outro nome, outro destino, outra prisão. No jantar de noivado, cercada por homens perigosos, olhares calculistas e conversas que escondem ameaças, ele a vê pela primeira vez. E se perde. Evangeline, com sua postura contida, seus olhos que não sabem mentir e sua pureza deslocada naquele ambiente cruel, se torna tudo aquilo que ele jamais deveria querer. Mas quer. Intensamente. Irremediavelmente. Enquanto ela permanece inconsciente do perigo que representa - tão inocente que não percebe a obsessão nascer - ele passa a desejá-la como se fosse a única coisa capaz de quebrar o vazio dentro dele. Em um universo onde sentimentos são fraquezas e mulheres são moedas de troca, esse desejo pode significar poder... ou ruína. Evangeline não sabe ainda, mas naquela noite seu destino muda. Não porque escolheu, mas porque alguém decidiu que ela seria dele.

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