Todos os Nossos Traços - Inohima

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Fanfic
Naruto
Aos 24 anos, Himawari Uzumaki acredita viver dentro de linhas bem traçadas - como um desenho cuidadosamente planejado. Professora de artes, ela encontra aconchego na rotina, na família e no silêncio confortável dos livros. Mas quando o noivado de seu irmão Boruto Uzumaki anuncia mudanças inevitáveis, Himawari se vê confrontada por sentimentos que não sabe nomear, despertados pelos olhos azuis inquietantes de Inojin Yamanaka. Entre cores, silêncios e olhares suspensos, ela descobrirá que o amor assim como a arte não existe para ser contido, mas sentido. E que algumas linhas, quando borradas, revelam o desenho mais inesperado de todos. Obs: A fanart não é minha, sim do pinterest, quem souber o autor entre em contato para os devidos créditos
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#224
naruto
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Hikari Ichinose. 19 anos. Um colegial que só queria terminar o último ano do colégio com a calmaria monótona de sempre. Algo metódico ─ como seguir uma das receitas de confeitaria da minha avó: um passo de cada vez, medidas exatas. Nem um grão de açúcar a mais, nem uma pitada de farinha a menos. Mas então surge o problema que receita nenhuma ensina a resolver : quanto de um delinquente completamente sem noção se coloca nisso? E justo quando o vestibular exige tudo de mim. Justo quando meus pais não deixam margem para erro. É como se me obrigassem a preparar uma sobremesa com especiarias feitas sob medida para desajustar cada batida em meu peito. Ingredientes insanos. Proporções perigosas demais. E, como toque final, aquele maldito cheiro ─ rebelde, provocador ─ chacoalhando todas as células de prudência do meu organismo. Quando percebo, a massa já está pronta. Ou melhor, pulou de uma janela direto na minha vida. Literalmente. Bastam alguns minutos no forno para eu entender que não existe receita capaz de consertar isso. Minha sensatez se despedaçou em uma infinidade de pedaços confusos, espalhados pelo chão, levados pelo vento ─ alguns até orbitando sem rumo pelo espaço. Sim. Eu estou ficando louco. Tão louco quanto aquele idiota. E o pior de tudo ─ ou talvez o mais assustador ─ é que eu nunca me senti tão absurdamente vivo.

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