Helena nunca acreditou no amor - ainda assim, o seu nasceu da dor. Do luto veio o sentimento, e o coração, inquieto, não conheceu silêncio nem esquecimento. Quando Mikael surgiu, trouxe nos olhos a culpa que não se desfaz; Helena, nos braços, a ausência de quem não volta jamais. Entre cartas deixadas por quem partiu sem se despedir e sentimentos que chegam tarde demais para existir, eles entenderam, enfim, sem precisar explicar: Só amar não basta quando o destino decide separar. Porque há histórias que, mesmo cheias de amor e intenção, não se realizam - morrem antes da primeira decisão. E assim termina o que nunca pôde começar, um amor inteiro... condenado a apenas rimar.
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