Daniel sempre lidou com o racismo de cabeça erguida e maturidade. Nunca permitiu que o diminuíssem, nem que a cor da sua pele definisse até onde poderia ir. Corre atrás do sonho de se tornar médico com determinação, não para provar algo a alguém específico, mas para mostrar - na prática - que capacidade não tem cor. Foi um dos primeiros a ser beneficiado pela política de cotas raciais no país, e carrega isso com consciência do peso e da responsabilidade que representa.
É na faculdade que ele conhece Lourenço Carvalho, um rapaz de origem portuguesa, vindo de uma família influente, dona de grandes hospitais. Lourenço cursa medicina mais por obrigação do que por escolha, seguindo os passos do pai e sustentando um legado que nunca teve coragem de questionar.
Ao observar Daniel, Lourenço enxerga nele a força que não encontra em si mesmo. A disciplina, o propósito, a convicção. E é justamente isso que o incomoda. Em vez de admitir a própria insegurança, transforma essa tensão em implicância. Decide tornar a vida de Daniel mais difícil, testar seus limites, provocá-lo sempre que pode.
O que ele não esperava é que Daniel não reagisse de forma submissa. Daniel responde. Enfrenta. Não se curva.
E, no meio dos conflitos, das disputas e das provocações constantes, começa a se formar algo que nenhum dos dois consegue definir com facilidade.
A linha entre eles se torna cada vez mais tênue...
Inimigos, rivais - ou algo mais?
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