A fama de Alan ecoava por todos os reinos: um governante implacável, um estrategista brilhante e, nos campos de batalha, um verdadeiro carrasco. A mera menção de seu nome era suficiente para acender o medo nos corações de seus inimigos. Mas a doença súbita de seu pai, o Rei anterior, o forçou a enfrentar uma nova batalha: a busca por uma esposa. A linhagem real precisava ser preservada, e um casamento era a única solução.
Eleonor, por outro lado, era a personificação da graça e da compostura. Desde tenra idade, fora moldada para ser uma rainha. Cada lição, cada protocolo, cada habilidade política fora meticulosamente ensinada com um único objetivo: preparar-se para governar ao lado de seu futuro rei. Amar e honrar seu marido acima de tudo era um dogma inquestionável, mas sua educação não se limitava à submissão. Ela fora treinada para ser a melhor rainha que seu reino poderia desejar, uma líder astuta, uma diplomata habilidosa e uma protetora implacável de seu povo.
O encontro entre Alan e Eleonor era inevitável, um jogo de xadrez político onde ambos eram peças valiosas. Ele a via como uma garantia de sua linhagem, uma rainha obediente que não questionaria seu poder. Ela o encarava como um desafio, um homem a ser conquistado, um reino a ser governado.
No entanto, por trás das máscaras de rei e rainha, existiam desejos inexplorados e paixões latentes. Alan, acostumado a ter tudo sob controle, se viu intrigado pela força silenciosa que emanava de Eleonor. Ela, por sua vez, descobriu que o carrasco sanguinário escondia uma vulnerabilidade inesperada, uma solidão que a atraía como uma mariposa à chama.
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