A Casa Martell enfrentou conflitos acirrados durante 191-194 d.C. pois o destino, em sua face mais cruel, roubou dos palácios de Dorne a Princesa Illyada. Por anos o sol de Lançassolar brilhou opaco, enquanto o povo do deserto buscava o rastro da flor perdida, mas seu paradeiro pertencia aos deuses e não aos homens. Por providência do acaso, a pequena princesa foi depositada aos portões do Castelo de Vaufreixo, ali, as servas a recolheram e a criaram na humildade dos aposentos coletivos. Illyada cresceu em graça, tornando-se aia pessoal da Senhora de Ashford, e em sua alma um dom que fazia estremecer os céus: uma voz de tal pureza que parecia tecida por anjos. Em 209 d.C, durante as lides do torneio, Illyada viu a chance de expandir seu talento na tenda dos titereiros, onde aceitaram sua proposta e sua canção ecoou, justamente no momento em que o Príncipe Aerion Targaryen trazia a destruição. O Príncipe de Sangue contemplou os acordes finais da música, estático, até que a insanidade alcançou sua mente febril e o dragão reduziu a arte em cinzas. Temendo a vingança do Dragão, a serva que a amparou desde o berço, entregou à Illyada um pergaminho o rumo a um suntuoso teatro em Lys, onde a nobreza se reunia sob perfumes e sedas. Pela calada da madrugada, a princesa perdida partiu no primeiro navio, cruzando o Mar Estreito para as terras de além-mar. Em Lys, ela encontrou o célebre recinto intitulado de 'Marca da Esfinge', lugar de prazeres, danças e melodias. Illyada foi recebida com honras e sua fama expandiu-se como o sol ao meio-dia; todas as noites, ela era a joia do espetáculo. A paz, contudo, era um véu fino. Após o Julgamento de Sete, o Príncipe Maekar sentenciou o Chama-Viva ao exílio nas Cidades Livres. Na quarta noite de seu banimento, Aerion, foi convocado como convidado do Marca da Esfinge. Ao soar a primeira nota da garganta de Illyada, o Príncipe soube quem ela era, ele a reconheceu pela canção que incendiou seu coração.
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