Ela Costumava Ser Minha

Ela Costumava Ser Minha

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WpMetadataNoticeLast published Fri, Mar 13, 2026
Ethan Blackwell Assim que meus olhos pousaram nela pela primeira vez, eu soube que estaria arruinado. Assim que troquei minhas primeiras palavras com ela, eu soube que eu poderia ouvir sua voz pra sempre, e nunca me cansaria. Assim que a defendi pela primeira vez, eu soube que a partir daquele momento, defendê-la seria inevitável para todo o sempre. Assim que admiti para mim mesmo que o castanho de seus olhos tinha se tornado minha cor favorita no mundo e que seu sorriso tinha se tornado o centro do meu universo, eu soube que queria ela ali pra sempre. Assim que entramos naquele bendito quarto e eu a fiz minha, eu soube que a amava. Eu soube que faria o que quer que ela me pedisse e moveria o mundo, se isso significasse ter ela ali. Mas ela nos destruiu. Ela foi embora. Isabella Blue O meu coração era jovem. Ingênuo e inocente. Jamais pensei que a vida pudesse me dar uma facada tão forte quanto a que eu recebi. Uma adolescente apaixonada. Um cara que, mesmo que me amasse, jamais poderia ser meu. Eu o deixei. O deixei para que pudesse ser livre para fazer suas próprias escolhas. O deixei porque não aguentaria perder as três pessoas mais importantes para mim. Ele sempre será importante pra mim. E é por isso que eu fui embora. Me escondi para nunca mais ser achada. Eu tenho consciência de tudo o que fiz. Assumo toda a culpa de cada lágrima que ele derramou por minha causa e de cada noite que ele passou sozinho. Eu sou a culpada da nossa ruína. Eu nos destruí. Eu fui embora.
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Em um mundo regido por sangue, poder e silêncio, Evangeline nunca teve escolhas. Criada para obedecer, protegida demais para entender o que existe além das paredes da mansão, ela cresce alheia à brutalidade do império criminoso ao qual pertence. Sua inocência não é fragilidade - é resultado de um controle absoluto, de uma vida moldada para que ela nunca questione, nunca deseje, nunca escape. Com 17 anos seu destino é selado: ela será esposa de Constantine I, o grande patriarca do império. O casamento não é amor, é aliança. Estratégia. Um contrato silencioso. Evangeline aceita sem compreender totalmente o que aquilo significa... até ser rejeitada. Constantine I recusa a união sem explicações, deixando-a marcada pela humilhação e pelo peso de ser considerada insuficiente. Para evitar rupturas entre famílias, uma nova decisão é tomada às pressas: o irmão de Constantine assumirá o compromisso. Um acordo frio, feito sem que Evangeline tenha voz. Ela passa a pertencer a outro nome, outro destino, outra prisão. No jantar de noivado, cercada por homens perigosos, olhares calculistas e conversas que escondem ameaças, ele a vê pela primeira vez. E se perde. Evangeline, com sua postura contida, seus olhos que não sabem mentir e sua pureza deslocada naquele ambiente cruel, se torna tudo aquilo que ele jamais deveria querer. Mas quer. Intensamente. Irremediavelmente. Enquanto ela permanece inconsciente do perigo que representa - tão inocente que não percebe a obsessão nascer - ele passa a desejá-la como se fosse a única coisa capaz de quebrar o vazio dentro dele. Em um universo onde sentimentos são fraquezas e mulheres são moedas de troca, esse desejo pode significar poder... ou ruína. Evangeline não sabe ainda, mas naquela noite seu destino muda. Não porque escolheu, mas porque alguém decidiu que ela seria dele.

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