The Suicide Algorithm

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WpMetadataNoticeLast published Sat, Mar 14, 2026
Eu costumava acreditar que a internet era apenas uma criação humana, uma ferramenta feita de códigos, sinais e fios silenciosos atravessando o mundo. Algo simples. Ao longo dos séculos, a rede deixou de ser apenas uma invenção. Primeiro tornou-se um hábito. Depois, uma necessidade. E, quando ninguém percebeu, já havia se transformado em uma dependência silenciosa. Em 3450, ninguém mais vive fora dela. As pessoas não apenas usam a rede... elas pertencem a ela. Os corpos foram adaptados para suportá-la. Cabos atravessam a pele, implantes percorrem nervos, circuitos se entrelaçam com a carne como raízes metálicas procurando vida. Aquilo que antes era externo agora pulsa dentro dos corpos humanos. E há algo profundamente perturbador, doentio e nojento nisso. A carne, quente e decadente, misturada com fios frios e metálicos... é uma visão quase repugnante. Algo obsceno. Como se a própria humanidade estivesse se decompondo enquanto tenta se fundir com as máquinas que criou. Às vezes penso que o problema nunca foi a tecnologia. Talvez o problema sempre tenha sido o homem. Se houvesse uma criação perfeita, talvez seria o homem, pois, segundo a Bíblia, ele foi feito à imagem e semelhança de Deus. Porém, há de se lembrar que o homem era apenas o homem - feito de carne, ossos, nervos e podridão. Se fosse verdadeiramente perfeito, jamais existiriam a ganância, a luxúria, a inveja ou qualquer uma das inúmeras misérias que habitam o coração humano. Mas o homem nasce manchado pela própria impureza. O pecado parece anteceder sua existência, como uma marca inevitável gravada em sua essência. Uma criatura que carrega a corrupção dentro de si desde o primeiro suspiro. E, às vezes, eu me pergunto se aquilo que chamamos de alma realmente existe. Ou se tudo o que restou da humanidade é apenas carne... fios... e uma rede infinita que continua crescendo, crescendo e se alimentando da carne de seu próprio criador.
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Desde o evento 1306, os infectados deixaram de ser vítimas para se tornarem soberanos. No Distrito HX-1306, os hematófagos vivem sob a liderança do Bastion Triad Sanctum, a organização que transformou sobrevivência em poder. Ali, a fortaleza nunca se curva. E quem resiste... domina. Mas quando rumores sobre uma possível cura começam a circular, tudo o que sustenta o equilíbrio do distrito ameaça ruir. A esperança vem na forma de uma garota imune, um corpo que reage ao vírus de maneira impossível. Enquanto Jimin e Hoseok se dedicam à pesquisa que pode redefinir o futuro da espécie, o resto do distrito se divide. Porque nem todos querem ser salvos. Há distritos rebeldes que enxergam a cura como traição. Para eles, ser hematófago não é doença, é evolução. Entre conspirações políticas, alianças frágeis e segredos enterrados desde o Evento 1306, os membros do BTS precisarão decidir o que são antes de escolher o que querem se tornar. Humanos? Hematófagos? Ou algo além da sombra? Em um mundo onde amar pode ser mais perigoso que sangrar, o maior risco talvez não seja a cura, mas o que ela revela.

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