Há pessoas que nascem sob o signo da tempestade. Zara Wattson é a tempestade.
Desde o ventre, seu destino foi escrito por um acidente químico que matou sua mãe aos poucos e a transformou em algo que o mundo ainda não sabe classificar. A eletricidade não é um poder que ela controla: é uma extensão de seu corpo, tão natural quanto respirar, tão perigosa quanto sua própria existência.
Aos 20 anos, Zara carrega nas costas mais do que qualquer ser humano deveria suportar. Não porque alguém tenha colocado esse peso sobre ela, mas porque ela mesma o recolheu, peça por peça, culpa por culpa, desde os 8 anos, quando viu a mãe se apagar para que ela pudesse brilhar.
Agora, ela cruza as sombras de cidades desconhecidas como um único objetivo, resolver um problema que ninguém conhece ainda e nem ninguém controla.
Quando seus caminhos se cruzam com os Titãs, o encontro é breve, elétrico e profundamente perturbador. Para Richard Grayson, que reconhece nos movimentos dela a marca de um treinamento nascido da dor, fica a certeza de que aquela garota carrega algo que ninguém deveria carregar sozinho. Para Zara, que sente o peso da observação dele como uma ferida exposta, fica o incômodo brutal de ter sido vista e o medo silencioso de que, dessa vez, talvez não consiga fugir.
Mas o universo não permite que encontros assim sejam obra do acaso.
Conforme os caminhos se cruzam novamente, Zara será forçada a escolher entre duas realidades impossíveis: permanecer na solidão que a manteve viva, ou arriscar confiar em pessoas que insistem em vê-la, mesmo quando ela faz questão de não ser vista.
Entre batalhas elétricas e silêncios cortantes, entre provocações afiadas e olhares que enxergam fundo demais, uma verdade incômoda virá à tona:
Zara Wattson nunca teve medo da morte.
Seu verdadeiro medo é outro:
Que alguém finalmente a veja por inteiro e decida ficar.
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