Smallty tem poucos habitantes e praticamente todos se conhecem de alguma forma. As pessoas nascem, crescem, trabalham, envelhecem e morrem aqui. Um ciclo sagrado para a maioria.
A pequena cidade costeira onde um substitui o outro, onde filhos aprendem a profissão dos pais em uma das duas empresas que dominam e os substituem quando esses envelhecem. Todos vivem nas mesmas casas cujas paredes foram erguidas por seus antepassados. Algo cada vez mais difícil de manter com o tempo.
Não é só uma rotina, é quase uma religião! Se as pessoas se arriscam a mudar suas vidas, elas são chamadas de breaker, alguém que atrai má sorte para si e para quem está ao seu redor.
O lugar onde todos nascem no único hospital da cidade, estudam na única escola do fundamental ao ensino médio, o local onde todos trabalham até atingir a aposentadoria. Este lugar está sendo ameaçado.
Não falo apenas sobre a população que teve um considerável aumento, sobre o prefeito atual que trouxe mais negócios para a cidade sem falar com o conselho de moradores que tem opiniões cada vez mais duras quanto às suas propostas e o número de moradores se mudando.
Hoje aconteceu algo mais perturbador do que eu gostaria de admitir. E não! Não estou falando do que os antigos moradores pensam sobre quebrar a rotina, mas de algo que corta o ciclo natural da vida e impede que as pessoas cheguem ao final da vida de forma natural...
Ah! Esqueci de me apresentar... Sou Tomas! Mas me chame só de Tom. Tenho 18 anos recém-completos e não consegui uma bolsa de estudos para a faculdade fora. Também não penso em seguir a rotina e assumir o trabalho do meu pai, afinal, ele morreu em um incêndio quando eu era criança e não sou muito chegado ao fogo para repetir o feito.
Enquanto isso, vou trabalhar aqui e conseguir dinheiro para ir embora. Não é que eu não goste de Smallty, mas esse negócio de rotina imutável em um ciclo sem fim é... uma droga. Mesmo que alguns considerem uma bênç
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