Onde o Mar não Pede Permissão
Meris trocou o nome, a terra e o passado para sobreviver. No convés do Bela Morena, ela aprendeu que o mar não perdoa fraquezas, apenas as transforma em cicatriz. Pirata por necessidade, não por devoção, Meris conhece o preço da desobediência melhor do que ninguém.
Quando um saque se transforma no sequestro do príncipe de Jasmir, o erro deixa de ser apenas político. Vestido ainda em azul real e pérolas, Ethan é mantido a bordo como moeda de troca, enquanto a corte e o navio iniciam um jogo perigoso de negociações, promessas e ameaças veladas.
Mas Meris não aceita que o príncipe seja tratado como carga.
À medida que os dias passam, sua insistência em tirá-lo do navio, em devolver à terra aquilo que o mar tomou, provoca atritos cada vez mais violentos com Buck, o capitão que a salvou, dizia amá-la, e agora a prende. Cada discussão aprofunda uma fratura antiga, e cada ato de compaixão cobra um preço alto demais para ser ignorado.
Entre punições, alianças instáveis e sentimentos que nascem onde não deveriam, Meris e Ethan descobrem que nem toda prisão é feita de cordas, e que algumas escolhas custam mais do que a liberdade.
Porque no Bela Morena, o mar observa.
E ele não pede permissão.