11:11
Há três anos atrás, ela destruiu o único homem que já a amou.
Naquela noite, às 11:11... Selena acordou com o corpo dolorido, dores que iam além da do físico... com a memória fragmentada e a sensação sufocante de que havia sido dopada... e violentada. Havia sinais na casa. Sinais no corpo. Havia rastros dele e do perfume dele.
E, para ela, isso foi suficiente. Sem ouvir explicações. Sem permitir que ele se defendesse.
Ela o denunciou. Ela o humilhou. Em poucos dias, o amor virou... Ódio, raiva, mágoa e dores profundas.
O homem que um dia jurou protegê-la passou a ser chamado de monstro. Perseguido, humilhado e caçado. Por três anos ele desapareceu.
Mudou de nome. Mudou de rosto e perdeu tudo o que mais amava.
Ele aprendeu a sobreviver onde homens quebrados e destruídos costumam renascer. NO CRIME.
Mas o tempo não apaga certas histórias. E algumas verdades... apenas esperam a hora certa para voltar e aparecer.
Agora, três anos depois, ela é outra mulher. Desconfiada. Fria.
Incapaz de confiar em qualquer homem que se aproxime. Até que novamente... durante a noite.
O relógio marcou 11:11.
E como sempre fazia quando a solidão apertava ou a sufocava, ela fechou os olhos e sussurrou para o universo:
- Eu só queria entender o que realmente aconteceu naquela noite...
Foi a primeira vez, em três anos, que ela pensou nele sem ódio e sem mágoa.
Dois dias depois, exatamente às 11:11, o celular dela vibrou. Número desconhecido. Uma única mensagem. "Sentiu minha falta?"
Meliante 🩷✍🏻🪐
Estão preparadas?
Ela sussurrou um pedido ao universo às 11:11. O erro? Ele estava ouvindo.
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