Nem todo veredito traz justiça. Alguns apenas reorganizam a dor.
Depois de oito anos de amor - cinco deles construindo uma família - Eduarda Fragoso e Lorena Ferette chegam ao fim de um relacionamento que, por muito tempo, foi tudo o que elas tinham de mais certo. O que começou com pequenos desencontros se transformou em um abismo silencioso, preenchido por ausências, cansaço e palavras nunca ditas no momento certo.
Mas terminar nunca foi simples.
Especialmente quando ainda existe amor.
No meio da ruptura, está Eva Ferette Fragoso, cinco anos, curiosa, intensa e profundamente ligada às duas mães. Criada em um lar onde o amor sempre foi abundante, Eva agora assiste, sem entender completamente, as duas pessoas que mais ama se tornarem opostas em um campo de batalha que ela nunca escolheu.
Quando a disputa pela guarda chega ao tribunal, o que deveria ser sobre o bem-estar da criança rapidamente se transforma em um confronto doloroso entre passado e escolhas. Lorena, que gestou Eva, usa a própria maternidade como argumento. Eduarda, que sempre sonhou em ser mãe e construiu esse papel todos os dias, se recusa a ser reduzida à ausência de um único processo.
Entre acusações, verdades mal ditas e sentimentos que nunca deixaram de existir, as duas são obrigadas a encarar o tribunal.
Quando o veredito finalmente chega, ele não traz vitória - apenas uma nova forma de continuar.
Agora, entre rotinas separadas, despedidas inevitáveis e reencontros que ainda carregam tudo o que não foi resolvido, Eduarda e Lorena precisarão aprender que algumas relações não acabam... apenas mudam de forma.
E que, às vezes, amar também é saber permanecer - mesmo à distância.
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