Anahi e Giovanna sempre souberam que eram adotadas, mas nunca sentiram falta de algo. Seus pais adotivos foram tudo: amor, abrigo, família. Até o dia em que um acidente de avião levou os dois embora - e, com eles, a única segurança que as irmãs conheciam
O luto veio acompanhado de silêncio, de noites longas e de dores que cada uma carregava à sua maneira. Anahi ,sempre mais reservada, escondia uma batalha interna difícil: a relação conturbada com o próprio corpo e a comida, um reflexo silencioso da ansiedade e da necessidade de controle. Giovanna, por outro lado, vivia com um medo constante de ser abandonada novamente - como se qualquer pessoa importante em sua vida pudesse desaparecer a qualquer momento. Dias após a tragédia, um advogado as procurou. Havia um testamento.
Nele, uma condição inesperada: para terem acesso à herança deixada pelos pais adotivos, Anahi e Giovanna precisariam encontrar seus pais biológicos. Não era apenas uma exigência burocrática - parecia quase um último desejo, um empurrão para que elas descobrissem suas origens.É nesse caminho que Afonso surge.
Jovem, determinado e no início da sua carreira, Afonso estava tentando construir seu futuro com esforço e ambição. Ele acreditava que, com dedicação, poderia conquistar tudo o que sempre sonhou. Mas não esperava que, no meio disso tudo, encontraria alguém que mudaria completamente seus planos.
Anahi
Ela não era fácil. Carregava muros altos, respostas curtas e um olhar que misturava força e fragilidade. Afonso se apaixonou de forma intensa, quase imprudente - como se algo dentro dele reconhecesse nela uma história que valia a pena enfrentar.
Mas amar Anahi não era simples.
Entre traumas, descobertas e sentimentos intensos, Ana, Giovanna e Afonso precisariam enfrentar seus próprios medos para seguir em frente.
Porque, às vezes, encontrar o passado não é o mais difícil.
O mais difícil... é permitir-se viver o futuro.
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