De um simples café

De um simples café

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WpMetadataReadComplete Sat, Mar 28, 2026
Às vezes, tudo começa com algo simples. Em uma tarde comum, Clara decide sair do trabalho para tomar um café em uma pequena cafeteria na rua de seu trabalho. O lugar é acolhedor, cheio de quadros de gatos nas paredes e do aroma confortável de café recém-passado. Foi ali que ela conheceu Íris, a garota de cabelos curtos atrás do balcão, com um sorriso tímido e um jeito gentil que parecia transformar pequenos gestos em algo especial. Um desenho na espuma do café. Uma conversa despreocupada na praça. Quinze minutos que passaram rápido demais. Entre encontros casuais, olhares demorados e a coragem de dar pequenos passos, Clara e Íris começam a descobrir que algumas histórias nascem dos momentos mais simples. Uma história delicada sobre encontros inesperados, coragem e a beleza das pequenas coincidências da vida.
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Sete anos atrás, ela trouxe um filho ao mundo. E o pai da criança não fazia ideia. Todo dia, às nove em ponto, ela entrava naquele escritório. Mantinha o sorriso impecável e o coração batendo dentro do normal. Ela só precisava fazer isso: não deixar transparecer. Ana Clara Ferraz, 25 anos, secretária executiva da MBS, mãe solteira. O filho dela se chama Nino. Sete anos, língua afiada, e com um par de olhos que entregariam tudo. Aqueles olhos eram idênticos aos do chefe dela, Henrique. Henrique não se lembrava dela. Daquela noite de sete anos atrás, da garota que sumiu sem dizer nada, ele já tinha esquecido. O que ele lembrava era de outra coisa. Os Azevedo deviam a ele, e ele ia cobrar isso pelo resto da vida. Ninguém sabia de onde vinha esse ódio, por que uma briga de duas gerações tinha caído nas costas dele. Mas ele sabia do que precisava. A peça. O rosto certo. O jogo que ele mesmo armou. Ana não sabia que, desde o primeiro dia em que entrou no prédio da MBS, ele já tinha decidido como ia usá-la. Henrique começou a encarar o rosto dela. - Você se parece muito com alguém. Ana achou que sabia de quem ele estava falando. Ela só não tinha certeza do quanto ele já tinha lembrado. Peças nunca são leves. E o prazo de validade de um segredo nunca é pra sempre. Este é um romance proibido de CEO e mãe solteira: um erro de uma noite virou um segredo de sete anos, e cada aproximação parece acender uma bomba-relógio.

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