Meu doce amor amargo
Meu nome é Any, tenho 17 anos. Sou filha única de um homem que muitos respeitam... e muitos odeiam. Meu pai é um delegado famoso, conhecido por ter colocado atrás das grades mais de quinze grupos criminosos diferentes ao longo de seus 25 anos de carreira. Ele tem 48 anos e carrega no rosto as marcas de quem já sobreviveu a ameaças, atentados e a fúria das facções mais perigosas do país.
Minha mãe morreu logo após o meu nascimento, e desde então, fui tudo o que meu pai tinha - e ele, tudo o que eu tinha. No meio dessa vida cercada por riscos, ele fez poucos, mas leais amigos. Um deles foi Dante, um militar que salvou a vida dele durante um atentado que quase acabou em tragédia.
Dante sempre foi muito mais jovem - praticamente metade da idade do meu pai. Quando se conheceram, ele tinha apenas 18 anos, meu pai 39, e eu... apenas uma garotinha de 9. Ainda assim, desde aquele primeiro dia, eu me encantei por ele. Um encantamento ingênuo, que para mim era amor; para ele, apenas um afeto protetor por uma criança.
Até que ele foi embora, transferido para a Rússia por causa da carreira militar. Anos se passaram, e eu acreditei que talvez ele tivesse ficado apenas na minha memória. Mas então... Dante voltou.
E com ele, sem que eu soubesse, veio também o início da minha ruína.