𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐁𝐘 𝐂𝐎𝐍𝐓𝐑𝐀𝐂𝐓
Trabalhar para Jungkook Stewart é como tentar domar um furacão que usa ternos sob medida e toma café expresso puro às seis da manhã.
Como sua secretária há seis anos, eu sobrevivi a agendas impossíveis, crises globais e ao ego dele, que é definitivamente maior que o Big Ben. Eu conheço cada mania, cada olhar de reprovação e o fato de que ele é um gênio dos negócios com a inteligência emocional de uma porta.
Eu achei que já tinha visto de tudo. Até que ele me lançou a "Missão Suicida".
O irmão de Jungkook vai se casar na Escócia, e a família Stewart - uma linhagem de bilionários tradicionais e intensos - espera que o "CEO de Ouro" não apareça sozinho (de novo). O plano dele? Eu. Sua secretária eficiente, invisível e levemente traumatizada, agora deve atuar como sua noiva apaixonada por uma semana inteira.
O problema?
A gente mal consegue concordar com o sabor do donut no escritório, quem dirá fingir que trocamos juras de amor sob o céu escocês. Entre castelos medievais, doses generosas de uísque, parentes bisbilhoteiros e o fato de Jungkook ficar estranhamente atraente usando um kilt, eu estou em apuros.
Sobreviver a uma semana fingindo que não quero estrangulá-lo (ou beijá-lo?) vai ser o maior desafio da minha carreira. Que Deus salve a Rainha, porque eu não sei se sobrevivo a esse noivado de fachada.
Setenta e dois meses. Duas mil, cento e noventa dias. Esse é o tempo que eu dediquei a organizar a vida de Jungkook Stewart. Eu sei o tamanho do sapato dele, o tipo de adoçante que ele odeia e a exata frequência cardíaca que ele mantém quando está prestes a demitir um diretor incompetente.
Eu sou a engrenagem que faz o império dele girar em Londres.
Mas nada no meu contrato de trabalho - e eu li as letras miúdas três vezes - dizia que eu teria que usar um anel de diamante do tamanho de uma azeitona e convencer a nobreza escocesa de que eu sou louca pelo meu chefe.