Tudo Aquilo Que Perdemos - Sirius Black

Tudo Aquilo Que Perdemos - Sirius Black

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WpMetadataNoticeLast published Sat, Apr 18, 2026
Amar. Verbo transitivo, imprudente. Exige coragem, mas raramente oferece garantias. Amar é, acima de tudo, um ato de risco. Perder. Do latim perdere, deixar escapar, destruir, deixar de possuir. Há perdas que são definitivas. Outras apenas... esperam. Sirius Black nunca teve medo de guerra. Cresceu cercado por ela, aprendeu a enfrentá-la, a sobreviver a ela. Mas ninguém o ensinou a lidar com o que vem depois. Com o silêncio. Com a ausência. Com a certeza de que algumas perdas são grandes demais para serem reparadas. Morgana Howard sempre foi um enigma. Inteligente, meticulosa, perigosa na medida certa. O tipo de pessoa que não se perde, não se distrai, não se deixa alcançar. Exceto por ele. O que começou como acaso se transformou em escolha. E o que foi escolha... virou destino. Até deixar de ser. Anos depois, quando a guerra já cobrou o que queria, resta apenas o que sobrou deles: memórias fragmentadas, sentimentos que não desapareceram e uma história que nunca teve um fim de verdade. Porque existem amores que acabam. E existem aqueles que continuam, mesmo depois de tudo.
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O frio. O que realmente sabemos sobre ele? Além de ser gélido, quase cortante, e muitas vezes seco, o frio não é apenas a ausência de calor ou o resultado de uma baixa temperatura. Ele pode ser encontrado em uma estação do ano, quando o vento sopra mais forte e as ruas se tornam silenciosas, ou em um lugar tão alto que o ar rarefeito se torna um desafio para os pulmões. O frio existe na água que queima ao tocar a pele, no iceberg que partiu o destino de Rose e levou consigo o amor que ela nunca esqueceu. Está no sopro do vento que faz os dentes rangerem e o queixo tremer, como se o corpo implorasse por um pouco de calor. Mas o frio... o frio também pode ter um rosto. Pode ter olhos dourados que cintilam como o sol refletido no âmbar, e cabelos tão claros quanto os raios da manhã. Pode esconder um sorriso capaz de eletrizar e ao mesmo tempo congelar a alma. O frio pode carregar cicatrizes de guerra - marcas silenciosas de batalhas travadas muito antes de qualquer um de nós nascer. O frio pode, ainda, ter olhos vermelhos como o fogo - um contraste cruel para algo que, paradoxalmente, é incapaz de queimar. Sim, o frio pode ser tudo isso. Mas e se o frio também fosse... apaixonante? E se, por trás de toda aquela imobilidade e perfeição gélida, existisse um coração - mesmo que morto - capaz de sentir? Talvez o frio pudesse ser belo e assustador na mesma medida. Talvez o frio tivesse um nome. E talvez... o frio fosse um monstro que alguém, um dia, ousou amar.

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