𝒻 . 𝑭𝖺𝗅𝗌𝖾 𝑳𝗂𝗀𝗁𝗍. 𝓁
𝑨 promessa é algo ambíguo, não? Podem muito bem ser palavras vazias e secas num tom bonito, ou muito bem palavras vindas de sua alma, quem garante que aquele em quem você confia não irá te trair? Como diria um velho homem, o maior defeito do homem é a ilusão do controle. Você não sabe o quão fiel o outro é, ou o quanto ele lhe ama. E a garota, mulher atualmente, sabia disto com precisão. Aquele em quem mais confiava, aquele que compartilhou seus sonhos mais doloridos, partiu antes mesmo de poder se despedir. Era como um punhado de areia, ficou em sua mão por segundos, para logo depois partir com um pedaço gordo de seu coração.
A partida dói, pois a pior das traições não vem de seus inimigos, e sim daqueles que você chama de amigo. Vivia de maneira deplorável por anos, mas estava tudo bem (lê-se péssima), já estava acostumada. Somente com a morte daquele que se denominava pai, pôde enxergar aquilo que ignorou ver. Não que romantizasse sua própria vida, mas era como uma espiral dolorosa. Simplesmente não se importava. Tanto que planejava ir embora, mas quando visualizou os olhos daquele de quem tanto quis fugir, toda sua rotina foi rompida quando aqueles olhos vieram a se erguer. Quis correr, fugir, vomitar. . . Mas continuava ali, olhando-o.
Não sabia se poderia confiar, era uma linha tênue, sabia que se colocasse sua confiança plena, poderia ser esfaqueada novamente, não queria ser abandonada, tudo estava tão confuso, não queria o perder, mas não queria ser traída. O quão frágil uma. . .
Promessa pode ser.