Ana Castela, aos 22 anos, é uma jovem mãe dedicada de Aurora, uma menininha linda e carinhosa de 3 anos. Formada em Técnico de Enfermagem, ela sonhava com uma vida estável ao lado de Pedro, seu marido. Porém, Pedro nunca escondeu a insatisfação por terem tido uma filha em vez do filho homem que tanto desejava. O casamento já estava desgastado quando Ana flagra Pedro na cama com outra mulher. Sem hesitar, ela pega Aurora, algumas malas e abandona a casa, decidida a recomeçar do zero.
Sem rumo certo, Ana aceita uma vaga como cuidadora particular em uma mansão moderna nos arredores de São Paulo. O emprego é bem pago e inclui moradia - exatamente o que ela precisava para dar estabilidade à filha. O paciente? Gustavo Mioto, 29 anos, empresário bem-sucedido que sofreu um grave acidente e ficou cadeirante. Forte, bonito e com um olhar que mistura dor e intensidade, Gustavo foi abandonado pela esposa Thaynara logo após o acidente, quando mais precisou de apoio.
A convivência começa tensa. Gustavo é orgulhoso, sarcástico e detesta sentir-se dependente. Ana, por sua vez, é profissional, carinhosa com a filha e não leva desaforo para casa. Mas aos poucos, a rotina diária cria uma intimidade perigosa e inevitável.
Aurora, com sua inocência e alegria, conquista o coração endurecido de Gustavo. Ele, que nunca imaginou ser pai, começa a sorrir de verdade ao ver a menininha correndo pela casa e chamando-o de "tio utavo". Ana percebe que, pela primeira vez em muito tempo, alguém olha para ela não só como mãe ou enfermeira, mas como mulher desejável.
As noites viram o ponto de virada. Quando Aurora dorme, as conversas no quarto de Gustavo ficam mais profundas, os olhares mais longos e os toques... menos profissionais. Ana descobre que, mesmo na cadeira de rodas, Gustavo tem mãos habilidosas que sabem exatamente como tocar uma mulher. Ele, por sua vez, se apaixona pela força, pela doçura e pelo corpo quente de Ana, que o faz sentir vivo novamente.
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