O Elevador

O Elevador

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WpMetadataNoticeLast published Mon, Apr 13, 2026
Era um trabalho estranho - diferente de tudo o que qualquer uma delas poderia ter imaginado um dia. ​Duas vezes por semana, ela entrava naquele maldito elevador, que levava vinte e três minutos para descer o equivalente a vinte andares rumo às entranhas do planeta. A descida precisava ser lenta; a pressão na crosta terrestre era brutal, e o calor que subia do núcleo parecia querer derreter as engrenagens. Cada metro exigia cuidado, como se o próprio metal daquela caixa de ferro precisasse respirar para não ceder ao peso de quilômetros de rocha e silêncio. ​Lá embaixo, onde a luz do sol era uma lembrança impossível, algo as esperava: uma vida que caiu do céu para ser aprisionada no fogo das profundezas. ​Normalmente, ela fazia aquela jornada sozinha. ​Até o dia em que outra pessoa cruzou a porta de metal. ​A mulher tinha um jeito curioso de ocupar o espaço. O macacão laranja estava parcialmente aberto, as mangas presas na cintura, revelando uma pele brilhante pelo suor e uma atitude que a formalidade do uniforme não conseguia conter. Ela não disse nada naquele primeiro dia. Nem no segundo, quando voltaram a dividir o abismo controlado. ​Mas ela passou a estar lá. Sempre. ​Uma presença intensa, que ocupava o ar pesado como se o oxigênio fosse feito de eletricidade. Sem precisar de palavras, ela transformava cada viagem em um ritual de expectativa e tensão. ​E então ficava a pergunta, inevitável, suspensa entre um andar e outro, entre o calor do centro da Terra e o tempo que insistia em desacelerar: ​Será que duas pessoas, presas na mesma descida, podem acabar se apaixonando no caminho?
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O que você faria se descobrisse que o seu primeiro suspiro foi o que selou o destino de dois mundos? ~~~~~~~~⛊~~~~~~~~ Lirya buscava apenas o silêncio das montanhas para curar as feridas de um passado marcado por abandono e traição. Ela só não esperava que, sob as rochas milenares, o próprio destino estivesse escondido Após uma queda brutal, Lirya desperta no coração de um refúgio tecnológico habitado por lendas: os Autobots. Entre o cinismo de Crosshairs e a nobreza de Optimus Prime, ela descobre que o destino dos últimos sobreviventes de Cybertron está interligado ao seu próprio. Em um mundo que os caça como máquinas sem alma, Lirya enxerga a humanidade por trás do metal. Mas o que começa como uma aliança pela sobrevivência logo se revela uma antiga profecia que pode mudar o curso de dois mundos... e despertar sentimentos que desafiam as leis da lógica e da guerra.

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