Soberanos; de Terra e Mar

Soberanos; de Terra e Mar

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WpMetadataNoticeÚltima atualização dom, jun 7, 2026
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Ficção
Fantasia
Civilizações Antigas
Contos de Fadas e Mitologia
Ouviste o que profetizo em voz de Alento: canto o herdeiro do sangue vetusto, prole daquele que as águas domou e o louro da fama colheu entre reinos distantes. Surgente é de floral tenra, quinquagésimo-primeiro é o ramo que lhe pertence - olhos de têmpora de ferro, brilho de tardio crepúsculo -, e digo: ele é portador de versos sem nós, lisos, livres, como mar após a tormenta. Ouvis: ele é quem fugirá das pragas que recaem sobre a gente latial, e aos onze que são do sangue algoz, seu abrigo se fará entre os de pele de bronze. Dez invernos serão seu provador; dez anos de sal e isolamento. Para além do arquipélago, o tempo se torna vento e o ritmo se perde em espera. Entre a vanglória e o lamento, o homem e o menino trilham o rumo onde os soberanos se enganam e a morte é apenas o resumo da lenda. Seiscentos homens desconhecidos, por ciclos serão envelhecidos; dez anos tentam retornar, ao lar seu caminho traçar - para sempre perdidos por terra e mar.
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#8
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