A cidade litorânea se move alguns metros toda madrugada. É um fenômeno urbano que ninguém consegue explicar direito. Quem nasceu ali aprende a viver com ruas que trocam de lugar, cafés que mudam de esquina, faróis que nunca apontam para o mesmo ponto do mar. Quem chega de fora sempre se perde. E é aí que elas se encontram. Camila: cresceu decorando caminhos que nunca param. Tem memória espacial afiada, mas vive com a sensação de que nada é fixo, nem pessoas. Lauren: chega para investigar o fenômeno como parte de um projeto acadêmico/jornalístico. Confia em mapas, registros, padrões. A cidade desafia tudo isso. O romance nasce não do choque direto, mas do aprender juntas a andar em um lugar que não quer ser decifrado.
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