Dizem que o destino une aquilo que nunca deveria ter se encontrado, mas ninguém fala sobre o que acontece depois.
Ele nasceu para o trono não como escolha, mas como sentença. Cresceu aprendendo que poder não se divide, não se questiona, se impõe. Quando a coroa finalmente encontrou sua cabeça, já não havia espaço para fraqueza. Nem para amor. Ainda assim, ela existia e isso foi o erro.
Ela nunca nasceu para ser rainha, muito menos para se tornar exemplo. Ainda assim, foi transformada em ambos da pior forma possível. Sua honra não foi apenas tirada, foi exposta, arrancada diante de olhares que julgavam, condenavam e se alimentavam da sua queda.
Agora, como se o destino fosse cruel o suficiente para rir dos dois, eles são forçados a caminhar lado a lado mais uma vez. Um casamento que não nasce do amor, mas da necessidade. Uma aliança que, para ele, é a chance de reconstruir o que destruiu... e, para ela, é apenas mais uma forma de aprisionamento.
Ele governa com punhos de ferro, sustentando um reino pelo medo, porque sabe que qualquer sinal de fraqueza pode ser sua sentença de morte. E, mesmo assim, encontra tempo para tentar alcançá-la para tentar, inutilmente, fazer com que ela o veja além do monstro que se tornou.
Mas ela não esquece. Não perdoa. Não cede.
Porque algumas feridas não cicatrizam... e algumas escolhas não podem ser desfeitas. E ainda assim, em meio ao ódio, à culpa e às cicatrizes que nunca fecharam, existe algo que se recusa a morrer. Algo perigoso. Algo proibido.
Porque quando um rei tirano se curva pelo amor... e a mulher que ele destruiu se recusa a perdoar... o que nasce disso não é redenção.
É guerra.
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