Do frio eterno que o tempo congelou, Um coração de pedra em silêncio chorou. O desejo de mãe, guardado na alma, Que nenhuma imortalidade acalma. Mas o amor que é forte, que tudo enfrenta, Não aceita a dor que o silêncio alimenta. Por caminhos distantes, sem nada dizer, O urso correu para o milagre trazer. Em terras distantes, sob um céu ancião, Um ato de cura mudou o destino na mão. Um colar de mistério, de graça e magia, Transformou a promessa na mais pura poesia. O ventre de gelo se aqueceu com a vida, A noite mais longa foi, enfim, esquecida. Nasceu o milagre, o herdeiro do véu: Metade da terra, chamado de Céu. E quando os anos trouxeram o amanhã, Nas matas de Forks, sob a névoa da manhã, Surgiu a loba branca de olhar cristalino, Pronta para cruzar o mesmo destino. Kiona e Caelum, a força e o luar, Duas naturezas que aprenderam a amar. Desafiando os pactos, o medo e a guerra, Mostrando que o Céu também toca a Terra.
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