Crianças estão desaparecendo em lugares onde ninguém deveria conseguir tocá-las.
Um menino some diante dos pais em uma área VIP de aeroporto em Roma. Uma menina desaparece de um carrossel no interior dos Estados Unidos. Outra some em plena zona de vigilância máxima na China. Em Genebra, uma criança prodígio desaparece dentro do CERN, cercada por cientistas, câmeras e protocolos de segurança impossíveis de violar.
Não há invasão.
Não há pedido de resgate.
Não há rastro.
No Rio de Janeiro, o investigador Pedro Moreira encontra uma peça que não deveria existir: um cartucho translúcido deixado no quarto de um menino desaparecido em Santa Teresa. Para todos ao seu redor, é apenas mais um caso perdido, soterrado por negligência, burocracia e miséria. Para Pedro, é a primeira prova física de que algo maior está acontecendo.
Do outro lado do mundo, Ilaria Sante, agente da Interpol marcada por uma perda antiga, investiga há anos desaparecimentos que desafiam qualquer explicação racional. Quando seu nome se torna público após uma operação brutal na Argentina, ela deixa de ser apenas caçadora - e passa a ser alvo.
Duas pessoas quebradas por traumas diferentes começam a seguir o mesmo rastro: uma ausência impossível, uma tecnologia que dobra a percepção e uma rede invisível que parece conhecer o mundo melhor do que o próprio mundo conhece a si mesmo.
Quanto mais Pedro e Ilaria se aproximam da verdade, mais claro fica que as crianças não estão sendo levadas por criminosos comuns.
E talvez nunca tenham estado.
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